Fogo

Temo a mim mesma, minhas reações. Temo o tempo, a chuva, e o Sol. A montanha-russa chamada vida tá sempre mudando: vale, topo, ondas, vibrações e loops infinitos. Infinitos até onde os olhos podem ver. Mas a queda sempre é invisível.

Você precisa sentí-la vindo.

Não adianta abrir bem os olhos, dizer-se racional. E se você repetir sempre "está vindo!, está vindo!", uma hora fatalmente irá acertar...

Mas quem é tolo de perder uma vida assim? Tentando antecipar o nada antecipável?

Não gastamos nossas forças no final. Ou ao menos não deveríamos... Não é um jogo no qual ganha-se por saber qual é o fim. Ninguém está interessado, nem mesmo você.

Acredite, no fundo, por trás de toda essa curiosidade, você não quer nem saber.

Então pra quê se martirizar? Vá, aproveite a volta, vire de cabeça pra baixo.
Grite muito no caminho, grite pra ser ouvido. Grite pra saber que está vivo. Às vezes a gente se esquece...
Grite na cara de alguém, ria. Vomite, se passar mal. A montanha-russa da vida nem sempre é só pura adrenalina. Boceje na parte chata. Careta? Sim. Sempre que estiver ruim. Há que ser condizente com seu coração. Sempre.

Só não pense no final. Esse é sem graça e quase sempre desimportante.
A montanha-russa da vida precisa ficar com toda sua energia antes do fim. Por quê?

Bem, porque raras são as atrações além dela que você vai querer conhecer depois...

Não existe quase nada mais interessante...
Então, grite. E, de novo, aproveite a volta.
Sim, porque é só uma...

Serpe Afrasi, meu pseudônimo.



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1 comment:

Aline Lins said...

Adorei *-*