Nada mais que apenas isso...

"Na falta de algo mais, o meu amor tingido de preto.
E uma flor amassada em um livro velho e pesado...
Como resistir ao abismo dos teus olhos tristes,
quando me dizem em silêncio todas as palavras
que um dia sonhei ouvir?

Se precisas de mim, confia, estarei aqui...
Mas, eu juro, não há nada mais que isso...
Nada mais..."

(Lucy Raiane)

Você... Sempre...

Vivo trocando o dia pela noite. O certo pelo errado. O preto e branco pelo colorido. A sanidade pela loucura. A perfeição pela pressa. Me troco por você. Mas depois disso... te trocaria por outro bem mais inútil. Nada pessoal, juro. O problema sempre sou eu... Acredite nisso, pro seu bem.... Of course I love you! ... Yeah... Nevermind... (Lucy Raiane)

Ela voltou...

Momentos normais, depois de tanto tempo me sentindo elétrica, e mais "avoada". Ontem, e hoje, comecei, e começo a lembrar da antiga Eu. Não sei se por conta das músicas de tempos atrás que eu ouvia, e que baixei recentemente... Lembranças do passado se misturam com as do presente, me surpreendendo com o rumo que as coisas tomaram. My life is a mess. Odeio ficar assim, sem ter uma direção. Por um momento juro que achei legal, divertido, excitante sim. Mas cadê o objetivo da minha vida? Onde está o que me pertence? Onde eu encontro o que eu procuro? E ainda, o que diabos mesmo eu estou procurando? Não sei. Juro que não sei... =/ Essa melancolia me é tão, mas tão familiar... Voltei a ser quem eu era? Regredi novamente? Porque, sinceramente? Eu não sentia saudades disso...

(Lucy Raiane)

Amigos

Importantes demais em minha vida. Aqueles com quem me importo de verdade. Alguns que já me fizeram chorar. Outros que já me consolaram. Aconselharam, conversaram. Os palhaços que me fazem sorrir. E os que são uma mistura de tudo isso. Também os novos amigos, com quem quero aprofundar e consolidar o carinho e respeito. Os antigos, que amo muito! Os que não vejo com frequência, mas dos quais eu me lembro todos os dias. Os que me dão raiva e os que me toleram... rs. Muito bom ter amigos, gente querida. ^^
Falando assim, até parece que são muitos, né? Mas não...
Só preciso dos dedos de uma mão pra contá-los...
Mas o que aconteceu de tão especial pra falar deles? Bem, hoje voltei a falar com alguém que me fez muita falta. Havíamos tido uma discussão. Foi chato, mas fiquei feliz de ter revertido a situação. Foram poucos dias sem conversas, mas fizeram uma falta tremenda. Trouxeram um vazio que eu teimava e conseguia por um tempo ignorar. Mas a alegria foi enorme por tirar da cabeça o sentimento de que talvez - por menor que tenha sido a discussão - não nos falaríamos mais...

Não quero nunca perder um amigo. Ganhar é bem melhor! rs...
Mas ganhar os antigos amigos? De vez em quando?
Num olhar, naquela piada sem graça, a festa em que os dois ficaram bêbados e fizeram besteira... ou aquela briguinha boba com direito a reconciliação?
Não tem preço! =]

(Lucy Raiane)

Instintos

"Correu pra rua naquele instante, tão rápida e ágil, esquecendo-se das pessoas ao redor. (E haviam pessoas ao redor?) Olhou pro céu carregado de nuvens carregadas de água. Previu a chuva. Previu a água correndo pelo rosto, agora suado por conta da correria sem preparo algum. Mas a água não era da chuva. Corria pelos lábios, salgada como água do mar, sem censura nem medida.
Provou o gosto como se fosse alguma bebida exótica, ímpar. Sorriu e, de novo, virou o rosto pros céus. A vontade de correr não passara, mas o cansaço a impediu. Sentou no chão, sentiu a terra debaixo de si e rezou. Sem catolicismos ou induísmos. Rezou pra si mesma, por todos os dias que ainda viveria de agora em diante. Dias diferentes!
Viu dentro dos próprios olhos o brilho que nunca vira no reflexo do espelho, em todos aqueles anos. Perguntou-se o motivo milhares de vezes, "Porque hoje, porque comigo, porque aqui?"
Inquietude.
Inquietude que só passou quando percebeu que o motivo não interessava! 
Descobriu-se.
Aliviou a respiração, agora lenta e ritmada. Acalmou os ânimos e deitou o corpo sobre a terra... Ela esperaria o tempo que fosse preciso, olhando aquelas nuvens... A chuva viria mais tarde, pra tirar o salgado do choro, que, de tão intenso, lavava a alma..."
(Lucy Raiane)

Mas, relembrando os antigos tempos de Pseudônimo,
digamos que foi um texto da autoria de Serpe Afrasi. Ou seja, eu.

A vontade chega assim do nada, manda e eu,
totalmente submissa, obedeço...
Nada como obedecer à sua inspiração.
Agora, completamente satisfeita, jogar-me-ei na cama! =]
Fui!

Minha Terra, Meu Céu, Meu Mar...



Aconteceu algo inesperado nessas festas de fim de ano. Logo no último dia, pra fechar com chave de ouro. =] Ganhei o melhor presente. Foi amor, paixão, tudo à primeira vista. Simplesmente adorei. Passei uma hora caminhando na areia e observando o mar, pensando, antes de dar-lhe um nome. Queria que fosse um nome pra marcar aquele dia e também este ano que se inicia agora. Um nome que me marcasse. Ele foi "batizado" na praia e "benzido" com água do mar.
Você pode olhar e ver apenas um tosco bichinho de pelúcia, mas ele representa muito pra mim. Por isso está aqui. Ele já dorme comigo todas as noites e, por enquanto, é o dono da maioria dos meus beijinhos, abraços e mimos rsrs! Foi realmente "alguém" muito importante que apareceu na minha vida, nesse finzinho de ano, pra mudar mais ainda o que já tava muito bom...
E o nome dele é Má, assim mesmo. Ou Mah. É um nome bem legal porque faz referência ao mar, que amo. E também faz referência à pessoa que o "deu" para mim. E entenda,
O verdadeiro valor das coisas está em como você as vê...

Até a próxima!
(Lucy Raiane)

Desabafo

Parece tão longe, o meu último reveillon, de tão bom que foi. Praia, areia, mar. Paraíso. Tempo agradável, gente querida. Alguns amigos, algumas bebidas... alguns familiares. Tudo na medida...
Tudo tranquilo. Tudo bem demais... Fico imaginando quando vou voltar lá... Já sinto falta do que passou... Melhor Reveillon ever...
Foram poucos e bons dias e noites. Recuperei muito da minha energia perdida. E também ganhei muita tranquilidade e marasmo... Esse tédio contagia, não me deixa levantar cedo da cama. Mas não reclamo rs.. O tempo agora passa de um jeito totalmente diferente. Minha instabilidade está mais frequente, mas de um modo não mais tão triste. Tenho um novo tato pra perceber o sentido da palavra "Paz", apesar dos picos de humor. Agora tenho medo de todas as coisas boas que me acontecem. Nunca foi assim tão fácil, tão bom. Me pego imaginando o mundo a desabar sobre minha cabeça a qualquer momento, porque tá tudo tão.. perfeito... É como se de alguma forma eu me sentisse culpada... por estar me sentindo tão bem e em paz comigo mesma. Mas que besteira... De qualquer maneira, continuo seguindo e aproveitando cada momento possível. Minha tranquilidade agora me ajuda a clarear a mente. E minha loucura, a me cegar pros padrões desnecessários. A música me acompanha nas noites e dias, solitários ou não. A minha melodia. A minha vida. Sinto falta de tantas coisas, situações. Não das pessoas, mas dos acontecimentos, quando estou ao lado delas. Porque aprendi que a saudade que sinto pode morrer numa única lembrança tirada da memória e depositada no coração. Me sinto como uma drogada. Flutuando. Sonhando. Pensamentos impossíveis, ridículos e de contos de fadas passam o tempo todo pela minha mente.
Mas e daí? É assim mesmo...
Desabafo é desabafo.
(Lucy Raiane)